Domingo, 16 de Outubro de 2011

E porque hoje é domingo, cá fica mais uma sugestão:

 

A Rapariga Que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo

Stieg Larsson

(Oceanos)

 

 

A continuação da saga Millenium não podia ser mais emocionante. Leitura compulsiva, é dizer pouco.

Começamos este 2º volume junto de Lisbeth Salander que está a aproveitar umas prolongadas férias longe da Suécia. Enquanto isto, Mikael Blomkvist retornou à revista Millenium e está prestes a fazer rebentar mais uma bomba: o jornalista Dag Svensson procura Mikael para lhe falar da sua investigação sobre o tráfico de mulheres e a prostituição e propõe-lhe que a revista não só produza um artigo acerca deste assunto tabu, como edite o seu livro sobre o assunto. E surge aqui mais uma vez a crítica ao papel do estado que finge não ver este crime crescente no país e cujo motivo da obscuridade parece óbvio: a lista de culpados de Svensson é longa e inclui polícias, políticos, jornalistas, juízes (alguns que julgaram mesmo casos de tráfico de mulheres). 

Mas o caos é lançado quando Dag e a namorada Mia (cuja tese incidiria nas vítimas deste tráfico) aparecem selvaticamente mortos na sua própria casa. Ao mesmo tempo, testemunhas viram Lisbeth nas redondezas pouco tempo antes e, como se não bastasse, também o seu tutor abusador aparece assassinado.

Lisbeth torna-se então a mulher mais procurada da Suécia. Se por um lado, ninguém a conhece verdadeiramente e todos têm a consciência do seu lado pouco social e da sua noção muito própria de ética e justiça; por outro, os seus amigos reconhecem-lhe a perspicácia e a inteligência, e não só querem a todo o custo acreditar na sua inocência, como intensificam esforços para descobrir a verdade esperando, assim, protegê-la. Blomkvist e Armanskij não desistem desta sua luta. Mas a polícia não acredita que o casal possa ter sido morto pelo seu trabalho de denúncia na área do tráfico de mulheres, preferindo acreditar que Lisbeth é a única suspeita e mais provável assassina, graças ao seu passado perturbado e com história de doença psiquiátrica.

Uma história intensa e alucinante que não conseguimos parar de ler. E um fim magnífico.

Agora vou ver o filme, já que gostei bastante do primeiro.



publicado por Dreamfinder às 11:10
Sexta-feira, 16 de Setembro de 2011

 

“O mais difícil de tudo era mostrar-se nua a outra pessoa pela primeira vez.”

 

Stieg Larsson in Os Homens Que Odeiam as Mulheres



publicado por Dreamfinder às 10:30
Sexta-feira, 24 de Junho de 2011

 

“Privar alguém do controlo da sua própria vida é uma das medidas mais degradantes que uma democracia pode impor.”

 

Stieg Larsson in Os Homens Que Odeiam as Mulheres



publicado por Dreamfinder às 09:03
Domingo, 23 de Maio de 2010

Não é por acaso que esta trilogia Millennium está na moda. Para quem ainda não leu, vale a pena começar:

 

 

Os Homens Que Odeiam as Mulheres

Stieg Larsson

(Oceanos)

 

 

Tudo começa com a história de um jornalista sueco habituado a denunciar a corrupção patente entre os grandes empresários do seu país. Porém, vê-se preso numa armadilha, quando as suas fontes parecem não ser válidas, e acaba por ser envergonhado e punido em tribunal. A necessidade de se afastar, inclusive da redacção da revista em que trabalhava, leva Mikael Blomkvist a aceitar uma estranha proposta de Henrik Vanger, um antigo importante industrial da Suécia, e partir para Hedestad.

A missão oficial é escrever a biografia da família Vanger, mas o verdadeiro objectivo de Henrik é que o jornalista investigue a fundo o que aconteceu à sua sobrinha-neta, Harriet, desaparecida de forma misteriosa há quase 40 anos. Este é o ponto de partida para uma série de descobertas excepcionais, em que Mikael vai contar com a ajuda de uma adolescente perturbada, mas também uma hacker excepcional, Lisbeth Salander, personagem enigmática que nos cativa ao longo da obra.

 

Uma história fluida, que promete uma leitura compulsiva. A lamentar apenas a morte precoce do autor, que impossibilita novos títulos. De qualquer forma, ainda restam dois para ler. E filmes para ver. O primeiro filme está bastante coerente com o livro e vale a pena ver.

 

“As pessoas têm sempre segredos. É uma questão de os descobrir.”



publicado por Dreamfinder às 15:25
“Um leitor é sempre um estudante do mundo.” Deborah Smith
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